




















PROFISSIONAL
Para alguns poucos sortudos, a escolha da profissão é algo muito natural, parece que já nasceram sabendo que carreira seguir e não possuem dúvidas quanto a isso. Mas esta não é a realidade da maioria das pessoas. O que costumamos encontrar é angústia e incertezas, seja no momento de escolher qual curso fazer na faculdade ou durante a vida profissional.
Muitas pessoas não conseguem chegar a uma conclusão e acabam entrando na faculdade ou sem refletir muito sobre o curso escolhido. Também não é raro encontrar profissionais descontentes com sua carreira atual e sem saber se continuam investindo nesta profissão ou começam algo completamente novo.
A boa notícia é que você pode seguir algumas dicas agora mesmo para tornar esse processo mais leve e escolher uma profissão que trará satisfação e felicidade.
Confira as dicas de orientação profissional que preparamos para você!
1 – Esqueça o mito da profissão para toda a vida
A escolha da profissão não precisa ser um dilema. Comece pensando que não existe uma escolha para toda a vida. Essa é, sim, uma decisão muito importante, mas não é possível prever e planejar todo o nosso futuro apenas com a escolha da profissão.
Não é preciso ficar preso àquela decisão tomada anos atrás, sempre existe a possibilidade de mudar de ideia e trilhar outros caminhos. Em uma sociedade em constante mudança, um redirecionamento da carreira é, muitas vezes, inevitável.
Outro fator a se levar em conta é que não existem escolhas “certas” ou “erradas”, e sim escolhas maduras e seguras.
2 – Considere não apenas suas preferências pessoais, mas também o mercado de trabalho
A profissão certa é aquela que tem a ver com você e que vai atender suas expectativas. Para isso, é preciso levar e conta dois aspectos:
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Autoconhecimento: é saber quem você é, seus gostos, habilidades, competências e expectativas.
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Mercado de Trabalho: analisar o mercado ajuda a encontrar um caminho de sucesso dentro da profissão que você escolheu.
3 – Reflita sobre quem é você
Antes de começar a pensar em qual profissão escolher, pense sobre quem é você. Pode parecer banal, mas é comum esquecermos nossos objetivos pessoais quando tentamos nos definir como profissionais.
Desta forma, primeiro reflita sobre sua personalidade, o que gosta de fazer, suas habilidades, seus valores e interesses.
4 – Pense no que você gosta
Faça uma lista com o que o faz feliz e coloque tudo: atividades que gosta de realizar com seus amigos em seu tempo livre, matérias preferidas na escola, filmes e livros que mais chamaram sua atenção, qual a importância da estabilidade financeira para você etc.
5 – Reconheça as suas qualidades
É importante identificar o que você faz de melhor. Pense no seu comportamento em atividades do dia a dia como, por exemplo, a organização de uma festa. Você é prático e estratégico, planeja e cuida do que deve ser comprado e preparado? Ou se identifica mais convidando e motivando a turma para comparecer? Situações do cotidiano costumam mostrar nossas habilidades!
Conte com a ajuda a amigos, peça que o descrevam e reflita sobre as características apontadas para traçar seu perfil pessoal.
6 – Faça um teste vocacional
Ele pode ajudar muito a escolher um curso na faculdade e também é válida para outros momentos da nossa vida profissional (ao planejar uma mudança de setor, uma promoção ou até mesmo a aposentadoria).
Muitas universidades e faculdades oferecem orientação vocacional gratuitamente, normalmente organizada pelo departamento de Psicologia. Algumas clínicas de psicologia também oferecem esse serviço.
7 – Pesquise sobre a profissão
Após traçar seu perfil, identificando preferências e habilidades, você já deve ter em mente algumas profissões que o agradam. Agora é o momento de saber mais sobre cada uma delas.
Pesquise muito sobre todos os aspectos de cada uma das profissões da sua lista. É fundamental saber as competências que a profissão irá exigir, que tipo de cargo é oferecido para profissionais dessa área e como está o mercado de trabalho atual. As seguintes ações podem ajudá-lo nesta pesquisa:
– Consulte a grade curricular dos cursos da área e veja a ementa das disciplinas. Isto dará uma boa noção sobre os conhecimentos exigidos.
– Participe de eventos e palestras relacionadas à área de interesse.
– Converse com profissionais da área. Fóruns sobre o assunto em redes sociais podem ajudar.
– Informe-se sobre os possíveis cargos que esse profissional pode ocupar. Em sites de busca de emprego é possível procurar vagas por “área de interesse” (ex.: “vagas de direito”, “vagas de engenharia”). Isso ajudará a entender como está a oferta de trabalho no setor e as diferentes funções que poderão ser exercidas em uma empresa.
8 – Pesquise sobre a profissões em alta e mercado saturado
Fazer uma pesquisa sobre o mercado para saber quais profissões estão saturadas e quais estão em alta pode ser muito útil. Porém, lembre-se que após você se formar, o mercado pode ter mudado. Além disso, não se deve fazer uma escolha com base apenas na oferta de empregos. Este pode ser um fator a mais para analisar em momentos de indecisão, mas apenas isso.
9 – Faça uma lista de prós e contras
O recurso da “boa e velha” lista pode ser muito útil mais uma vez. Liste os prós e contras de cada profissão e depois compare esta lista com aquela que você elaborou sobre suas prioridades. Você poderá então escolher a profissão que mais tem a ver com o seu estilo de vida.
Todo este processo pode parecer trabalhoso, mas lembre-se que uma escolha madura pode garantir sua felicidade e sucesso ao longo da carreira profissional.
Onde estudar
Após escolher a profissão, você vai precisar decidir onde estudar. Independentemente da carreira que você for seguir, é importantíssimo que a faculdade seja reconhecida e bem avaliada pelo Ministério da Educação (MEC). Se você ainda não sabe por onde começar a procurar, temos algumas sugestões:
10 dicas para um currículo perfeito
Conheça dicas preciosas para montar um CV que irá se destacar e aumentar suas chances de ser chamado para a entrevista de emprego!
Todo mundo sabe que ter um bom currículo é um dos primeiros passos para encontrar um emprego, mas nem todos se fazem a famosa pergunta: “Meu currículo está bem feito?”.
Provavelmente você nem imagina, mas talvez seu currículo já tenha sido descartado de alguma seleção de emprego unicamente por causa da aparência e do excesso (ou falta) de informações apresentadas. Ter experiência e estudos é importante, mas não saber como apresentá-los pode botar tudo a perder.
Obviamente, não existe o currículo ideal. Cada empregador vai olhar de uma forma diferente para o que tiver em mãos. Por isso, o segredo é conhecer bem a empresa onde quer trabalhar e estruturar as informações de acordo com o perfil do lugar – e jamais mentir no CV, é claro!
Mas existem outros segredos que envolvem a confecção de um bom currículo. Vamos desvendá-los ponto a ponto a seguir!
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1. Economize na quantidade de dados pessoais
Não precisa preencher o currículo com todos os tipos de dados pessoais. O possível empregador não precisa saber do seu RG, CPF, tampouco do nome dos seus pais antes mesmo de contratá-lo. Em vez disso, coloque apenas:
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Nome completo
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E-mail
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Telefone de contato
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Endereço do seu perfil em redes profissionais, como o LinkedIn (se tiver). Evite incluir perfil de redes sociais pessoais.
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Cidade onde mora
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Idade ou data de nascimento (opcional)
Aqui vale uma observação importante: cuidado com os nomes que você usa em e-mails e endereços de redes sociais.
Apelidos de internet ou associações com personagens de filmes, quadrinhos e videogames podem passar uma impressão negativa ao avaliador. Para parecer mais profissional, crie um endereço apenas com o seu nome real e nenhuma informação a mais.
2. Especifique uma área de atuação
Depois dos dados pessoais e antes da descrição de suas experiências e formação, é legal apresentar uma área de atuação bem definida, com bom destaque, usando poucas palavras. Essa informação deve comunicar, de maneira rápida e genérica, com o que você trabalha. Exemplo:
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Redes Sociais e Publicidade Online
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Recursos Humanos e Gestão de Pessoas
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Finanças e Controladoria
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Enfermagem e Acompanhamento de Saúde
Este não é o espaço para informar o cargo desejado (gerente de compras, assistente comercial, analista de redes sociais). É importante saber diferenciar cargos de áreas de atuação!
3. Descreva sua formação
Descreva, de forma sucinta, seus cursos de graduação e pós-graduação. Utilize os seguintes dados e use sempre a ordem do mais recente para o mais antigo. Veja como fazer:
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Modalidade do curso
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Título do curso
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Instituição
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Local do Curso
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Período do curso (se já está concluído ou ainda em conclusão).
Exemplo:
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Mestrado em Biologia Marinha – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) – 2015 (em curso)
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Graduação em Ciências Biológicas – Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo/SP) – 2011 – 2014.
4. Faça um resumo das suas qualificações
Usando poucas palavras, faça um resumo das suas principais qualificações, descrevendo as áreas de atuação e seu papel em cada uma delas. Exemplo:
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Redes Sociais: produção de conteúdos, interação com o público no Twitter e no Facebook, gerenciamento de crises, encaminhamento de solicitações.
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Publicidade Digital: experiência em publicidade do Google, definição de campanhas, planejamento de custos.
Evite colocar uma lista muito grande de qualificações, mesmo que sejam importantes. Escolha apenas aquelas que têm mais a ver com a empresa onde você concorre a uma vaga.
5. Capriche na experiência profissional
Essa é uma das partes mais importantes do seu currículo, é preciso tratá-la com atenção especial. Aqui devem entrar suas experiências mais atuais e relevantes.
A ordem das experiências deve ser sempre da mais recente para a mais antiga.
Os dados que devem aparecer são:
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Nome da empresa onde trabalha ou trabalhou
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Período em que trabalhou nesta empresa (ou se ainda está nela)
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Brevíssima descrição da empresa
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Último cargo ocupado ou função realizada
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Descrição das suas atividades nesta empresa
Exemplo:
Mídia Digital Ltda. (2011-2015)
Empresa especializada na produção e execução de campanhas de mídias sociais para grandes corporações.
Cargo: Gestor de mídias
Atividades:
– Gerenciar a produção de campanhas online dos principais clientes da empresa.
– Desenvolver relatórios de produção, com análise crítica e recomendações.
– Gerenciar equipes de produção de conteúdos (texto e imagens) para veiculação na internet.
Outra informação importante: se você tem muitas experiências anteriores ou fora da área para a qual você disputa uma vaga, deixe-as para lá. Não precisa criar uma lista enorme de empresas só para provar que tem experiência. Escolha as cinco mais relevantes para detalhar, mesmo que sejam antigas.
6. Cite cursos e outras atividades
Se você tem cursos técnicos, experiências internacionais, ou participação em eventos que possam turbinar as chances de ganhar a vaga, liste-os no fim do currículo. Não precisa encher de detalhes nem fazer uma lista comprida de eventos. Basta colocar o título, a instituição, o local e a data. Exemplo:
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Curso de formação em monitoria de redes sociais, pelo Instituto Internacional de Mídia. Fortaleza (CE), 2014.
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Curso avançado de gerenciamento de redes, pela Associação Brasileira de Mídia Digital. Florianópolis (SC), 2015.
7. Esqueça as fotos e outros recursos gráficos
Não ponha fotos no currículo, a menos que seja exigido pela empresa. E no caso de ter que incluir sua foto, tente usar uma simples em que você pareça natural e simpático. Evite selfies, fotos em trajes de banho, em viagens ou festas. Uma simples imagem com boa luz e fundo neutro podem contar muito mais a seu favor.
Lembre-se de que provavelmente o responsável por analisar currículos tem bastante material em mãos. Centenas e centenas de outros currículos disputando espaço com o seu.
Como se sobressair? O que fazer para ser notado em meio a essa multidão?
O primeiro passo é buscar um equilíbrio: nem detalhes em excesso, nem informação de menos. Nem tão longo, nem tão curto. Usar a objetividade é o primeiro passo. Informações bem estruturadas ajudam a capturar de imediato o olho do seu futuro empregador.
Também não precisa utilizar recursos gráficos para enfeitar o currículo. Bordas, elementos florais, fontes diferentes, efeitos de sombra, excesso de cores, enfim. Seja simples.
A fonte do texto deve ser sóbria também. Evite as cursivas, que parecem escritas à mão, ou muito enfeitadas – elas podem provocar dificuldade de leitura.
8. Observe a linguagem
Nada mais comprometedor para um profissional do que apresentar um currículo com erros de português!
Invista em uma revisão detalhada de todo o seu currículo. Se não tem certeza sobre a grafia de determinada palavra, consulte-a em algum dicionário online. Se é inseguro para escrever, peça a ajuda de alguém especializado. Só não vale enviar currículo com erros para o avaliador.
9. Observe o formato
Se você não for designer, artista ou arquiteto, que geralmente têm currículos mais gráficos (os chamados portfólios), procure não inventar formatos diferentes para impressionar o avaliador.
O segredo do sucesso é, muitas vezes, não ter medo de parecer comum: faça a diagramação das informações usando o tamanho A4 – que é o padrão no Brasil – e utilize fontes com pouca diferença de tamanho nos títulos e textos. Tente concentrar as informações em, no máximo, duas páginas. Nada de tentar impressionar pelo volume!
Para imprimir, vale a pena usar um papel A4 branco de melhor qualidade, com uma gramatura levemente mais alta que o padrão. Esses papéis são facilmente encontrados em papelarias.
10. Entenda que a simplicidade é o melhor caminho
Currículos imensos, cheios de palavras difíceis e detalhes desnecessários não impressionam ninguém – pelo contrário, se perdem na pilha de outros currículos. Às vezes, na tentativa de chamar a atenção do avaliador, acabamos exagerando na quantidade de informações e o resultado disso é que o documento acaba na lata do lixo.
Use palavras simples e corriqueiras, fuja dos rebuscamentos e da tentativa de “parecer inteligente”. Seja prático, objetivo. Passe a ideia de eficácia. Uma boa carreira começa sempre com um bom currículo! Boa sorte!
Fonte: GUIA DE CARREIRA - Acesso dia 25/05/2021


















